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Derrubando mitos: E se o bebê arrotar no peito?

Vários são os mitos contados sobre o bebê arrotar no peito da mãe, vai desde o leite secar até estragar ou azedar o leite.  E pra falar a verdade, quem nunca ganhou um arrotinho, como forma de agradecimento, por produzir um leite tão gostoso?

E o principal deles está ligado ao ingurgitamento mamário, o qual acontece com frequência nos primeiros três meses. e acontece com mais frequência pelo fato do passar mais tempo mamando e também por que seu sistema digestivo ainda está em processo de amadurecimento.  Muitas pessoas ainda pensam que ingurgitamento (seio empedrado) está relacionado ao fato do bebê ter arrotado no seio e o leite ter azedado ou estragado e que o mamilo feriu por causa do ar azedo do arroto do bebê, sendo que na verdade esses traumas mamilares não tem nenhuma relação com o fato de um bebê ter arrotado ou não no seio da mãe.

Se você conhecer um pouco sobre como o seio materno é formado e como o leite sai do peito até a boca do bebê, é fácil compreender que esse mito é falso, o ingurgitamento está diretamente ligado ao bebê que não faz uma pega correta, com o bebê que não consegue esvaziar a mama por completo e, um pouco mais tarde, quando esse bebê começa a dormir a noite toda e pula algumas mamadas.

“O ingurgitamento pode ser prevenido com um início adequado da amamentação: a primeira mamada imediatamente após o parto, alojamento conjunto, mamadas frequentes, ausência de complementos e uma pessoa com experiência que observe uma das primeiras mamadas e assessore a mãe sobre uma posição correta. Quando as coisas são bem feitas desde o princípio o ingurgitamento é raro e algumas mulheres nem sequer notam a apojadura.”

Carlos González, Manual Prático do Aleitamento Materno.

O nosso corpo é extremamente inteligente e dinâmico, o leite não seca de um dia para o outro e nem azeda no peito, até por que a embalagem desse leite além de ser auto-limpante, é ecologicamente correta e não polui o meio ambiente, esse leite é embalado a vácuo, não tem qualquer contato com o ambiente, ou seja, é impossível que o leite materno vire queijo ou coalhada dentro do seio (azede), sem falar que a maior parte do leite é produzido na hora da mamada, ou seja, o leite materno não fica parado no peito esperando a próxima mamada,  e isso acontece devido aos estímulos produzidos pelo bebê que enviará mensagens ao cérebro da mãe e automaticamente produzirá o leite através da ativação dos hormônios responsáveis pela amamentação, e nesse caso,  o peito só ficará cheio se o bebê tiver pulado uma mamada ou as mamadas ainda estiverem irregulares, como é o caso dos bebês recém nascidos. Por isso, no próximo arroto do bebê não se preocupe, que é um sinal de que ele está satisfeito com a produção e a qualidade ouro do leite que você produz especialmente para ele.

Referencial teórico:

VINHA, Vera Heloisa Pileggi. O livro da Amamentação. Campinas, SP: Mercado de Letras,2006.

GONZÁLEZ, Carlos. Manual Prático do Aleitamento Materno. São Paulo: Editora Timo, 2014.

 

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