Desmame natural, é desmame com amor

Desmame natural, é desmame com amor

O desmame natural pode ser um processo demorado ou não, tudo irá depender se o bebê estará pronto para vivenciar este processo. Além disso, não é só o bebê que precisa estar preparado, a mãe também precisa, e é essencial que ela esteja convicta de que também quer vivenciar este momento. Neste instante, ela precisa estar tranquila para concretizar o desmame natural sem pressa e sem preocupações.

Na maioria das vezes, o bebê passa pelo desmame natural entre os dois e quatro anos de idade, é muito difícil acontecer antes do primeiro aninho. Quando esse desmame acontece anteriormente ao primeiro ano de vida, deve-se analisar se neste período houve a oferta de bicos artificiais como as chupetas ou mamadeiras, que possam ter abreviado o período de amamentação.

Como acontece o desmame natural?

O bebê dará indícios de que quer o desmame, e só ele terá plena convicção de que deseja que esse momento aconteça. O pequeno irá vivenciar o processo quando se sentir preparado e seguro para encarar o mundo que o espera, pois no instante da amamentação, a criança consegue compreender o que mais para frente vai fazer dela preparada para enfrentar os novos acontecimentos da vida, pelo vínculo afetivo tão forte que criou com a mãe durante o aleitamento materno.

Forçar o desmame pode ocasionar traumas

Após o nascimento do bebê, o desmame é a primeira desconexão que ocorre entre mãe e bebê e, caso esse desmame seja forçado e não aconteça naturalmente, pode determinar ao pequeno, medo, insegurança e traumas.

Depois que o aleitamento materno exclusivo acontece, ou seja, o bebê é amamentado até os seis meses de vida apenas com leite materno, sem nenhum complemento, nem mesmo água, se dá o início da introdução alimentar. Nesse período, além de ofertar o leite materno, o bebê começa a experimentar novos alimentos gradualmente, e a mãe deve apresentar água, e outros líquidos em copos habituais como os utilizados durante a transição do leite materno para a introdução ou os de canudo.

Nunca ofereça a mamadeira, o bebê não precisa dela em momento algum, descarte-a. Apesar de aparentar ser mais fácil, acarretará danos ao aprendizado da fala e construção da arcada dentária.

Eu quero desmamar!

Claro, que nunca devemos julgar a decisão de uma mãe em querer parar de ofertar o leite materno para o seu bebê, pois cada uma sabe os seus motivos e conhece o seu limite, mas antes de instituir qualquer determinação, procure se informar e se basear em conhecimentos científicos e no seu verdadeiro desejo.

Não deixe que comentários alheios lhe façam desistir do que acredita e verdadeiramente quer para você e o seu bebê. Durante o aleitamento materno, vários pitacos acontecerão, porém não permita que eles sobressaiam a sua real vontade. Procure por profissionais da área da saúde que possam lhe auxiliar com a amamentação, e além disso, busque por meios das redes de comunicação social informações confiáveis e de qualidade sobre o aleitamento materno.

“As mães que continuam amamentando após um ano enfrentam muitos problemas, sobretudo devido às críticas de quem crê que isso “não é normal” e as ameaçam com todo tipo de doenças e catástrofes. Na realidade, não se conhece qual é a idade “natural” do desmame no ser humano. Cada cultura tem a esse respeito seus próprios costumes, apesar de que nenhuma desmama tão cedo quanto a cultura ocidental do século XX”.
Carlos González.

Como saber se meu bebê está pronto para desmamar?

A criança expressa alguns sinais quando está se preparando para o auto-desmame, eles são:

  • Ter um ano ou mais;
  • Evidenciar confiança em sua relação com a mãe;
  • Permanecer calmamente sem mamar em certos períodos e ambientes;
  • Explanar menos empenho pelas mamadas;
  • Ingerir outros alimentos tranquilamente;
  • Aceitar receber aconchego de outras maneiras que não somente o peito;
  • Adormecer sem pedir para mamar;
  • Optar por realizar outra atividade ao invés de mamar;

Referencial teórico:

Stuart-Macadam P, Dettwyler K. Breastfeeding. Biocultural perspectives. Aldine de Gruyter, New York, 1995.

CARLOS, González. Apoio às mães que amamentam após um ano. Tradução por: Fernanda Mainier. Site do GVA: Grupo Virtual de Amamentação. Disponível em:<http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/apoio-as-maes-que-amamentam-apos-um-ano.html> Acesso em: 31 aug. 2016.

CARLOS, González. CONFERENCIA LATINOAMERICANA INICIATIVA GLOBAL DE APOYO A MADRES (IGAM) “Fortaleciendo Alianzas para el apoyo a Madres. Apoyo a las madres que dan el pecho después del año. Site do Dar de Mamar. Disponível em: <http://www.dardemamar.com/Lactancia_prolongada_por_Carlos_Gonzalez.pdf>. Acesso em: 31 aug. 2016.

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