Que mãe sou eu no dia das mães?

Eu sou a mesma mãe que passa o ano inteiro bombardeada de olhares por cada ação que faço com meu filho, mesmo que essa ação seja de acordo com os órgãos de saúde;
Eu também sou aquela mãe que todos os dias, acorda com a missão de tentar ser a melhor mãe que posso ser, mas nem sempre consigo. Por que maternar sem aldeia é difícil.  Cuidar de tudo sozinha, cansa. Não poder atribuir tarefas a outras pessoas, me desgasta. Ser cobrada o tempo todo, tira minha confiança em mim mesma.
Somos colocadas em berlindas, somos chamadas de mãezinhas, duvidam da nossa capacidade e ainda avisam que estamos exagerando quando sentimos que algo não vai bem. Mas quando algo de ruim acontece com nosso filho, somos as primeiras a sermos julgadas pela falta de cuidado.
Nossa maternidade, é muitas vezes solitária e sem liberdade, e as vezes constantemente invisível aos olhos de quem não a compartilha conosco.
Somos comparadas a mãe de planta, de pet e a qualquer outra coisa. Mas somos nós, que sofremos por falta de assistência na gravidez quando o posto de saúde não tem médico, somos nós que constantemente sofremos violência obstétrica. Ops! Não existe mais esse termo, a violência que sofremos não tem mais nome.
Apesar da falta de nome, ela ainda existe e mata mulheres todos os dias. Somos nós, que depois que o filho nasce, sofremos as dificuldades de amamentar, ou somos julgadas por ter dado mamadeira pela falta de apoio na amamentação ou por simplesmente termos sido induzidas que o nosso leite não era suficiente.
Também somos nós, que sofremos pela falta de rede de apoio, pela faltas de banho, pelas comidas frias ou pela falta de comida quentinha, vemos a vida passar pela janela enquanto os amigos não aparecem.
E ainda tem gente que pensa, que posso bater a porta de casa e dizer: até mais tarde plantinha, mamãe te ama!
Nesse dia das mães, queremos somente o que desejamos o ano inteiro. RESPEITO!
Queremos nossos direitos, nossos corpos e nossas decisões sendo respeitadas e queremos também, que todas as mulheres não tenham medo de perder suas vidas enquanto trazem ao mundo uma nova vida!

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