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E quando um seio fica maior que o outro?

Essa é uma dúvida mais comum do que a gente pensa, não estou falando da sutil diferença que toda mulher tem desde a adolescência, conhecida como assimetria mamária, mas de algo mais acentuado, que mesmo vestida conseguimos perceber, e muitas mulheres sentem- se mal, pois acham que todo mundo está percebendo e com isso a auto-estima fica lá embaixo, mas a ótima notícia é: você pode evitar ou melhorar isso.

“A assimetria mamária ocorre quando o tamanho, a forma e o aspecto de uma mama são diferentes entre si. O problema pode afetar toda a mama, incluindo a aréola e o mamilo. Geralmente, a assimetria começa a se manifestar durante a puberdade, época de desenvolvimento das mamas”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado.

A maioria das mulheres apresenta algum grau de assimetria mamária, algumas são mais intensas que outras. “A explicação para este fato é que as mamas não começam a se desenvolver exatamente ao mesmo tempo e com a mesma velocidade. Pode haver diferença em seus receptores hormonais. Isso faz com que uma se desenvolva antes da outra, tornando-as diferentes”, diz o médico.

Infelizmente, muitas mulheres sofrem quando percebem que os seios estão com o tamanho desigual, a principal causa do sofrimento está relacionada a auto estima, e se sentir diferente e envergonhada é umas das primeiras coisas que sentem, com isso vem a vergonha de se vestir com determinados tipos de roupas ou até mesmo trocar de roupa na frente de alguém. E o verdadeiro problema aparece quando começam a achar que esse problema pode ser somente com você e passa a comparar você com outras mulheres e se sentir diminuída por isso.

O segredo é se amar, é saber que mesmo com essa diferença você continua tendo a mesma essência de sempre, e sendo a mesma mulher de antes, que sempre se achou linda e que antes não sentia vergonha de si mesma e dos outros. E saber que existe essa diferença na mama, mesmo quando não se amamenta, é fundamental para que você entenda que a amamentação não é a total responsável por isso. E mesmo que haja um desmame para acelerar esse processo não se pode garantir que os seios ficarão iguais ou voltarão a se igualar, pois cada corpo é um mundo isolado, e respeitar seu corpo e aceitá-lo é fundamental para sua felicidade, e seu bem estar. E no caso do desmame abrupto pode piorar ainda mais essa diferença. Mas se você for persistente e insistir nesse propósito da estimulação, a chance de dar certo é muito grande.

Infelizmente a amamentação pode aumentar essa diferença, por isso é importante perceber logo de início se o bebê prefere um dos seios mais que outro ou controlar qual o seio foi dado por último. Controle apenas em qual seio o bebê mamou por último e não quanto tempo e nem hora, pois nesse caso a livre demanda vai ser sua maior aliada, quanto mais você esvaziar o seio menor, melhor será. E em muitos casos, depois do desmame natural e gradual, os seios conseguem voltar ao tamanho normal, sem precisar de nenhuma estimulação.

E mesmo tendo essa diferença, é importante saber que o tamanho do seio não interfere na amamentação, e nem na sua capacidade de produzir leite, lembre- se sempre: Peito funciona sob regime de oferta e procura, quando mais vezes o bebê for ao peito, mais leite e mais estimulação esse seio terá.

Para resolver esse problema você precisa desde os primeiros dias estimular o bebê mamar nos dois seios na mesma mamada, se possível. Pois dessa forma a estimulação será feita por igual nos dois seios, evitando assim que um seja mais estimulado que o outro e que um fique maior que outro. E quando o tamanho normalizar, continue oferecendo os dois e sempre utilizando a livre demanda.

E se o bebê não conseguir mamar nas duas mamas? 
Esvazie a mama com ordenha manual ou com bomba extratora caso o excesso de leite esteja lhe incomodando ou comece a próxima mamada pela mama que ele não mamou. Procure sempre estimular esse seio menor com massagem ou extração de leite.

E se meu bebê preferir um seio só?
Tente posições diferentes, e comece a mamada pelo seio menor. Estimule o bebê a procurar esse seio, passe leite materno, deixe ele explorar, permita que ele faça contato pele-a-pele com o seio e com você.

E enquanto isso você pode usar roupas que disfarcem essa indiferença como roupas um pouco mais folgadas, dar uma sustenção maior na alça do sutiã e roupas estampadas e floridas ajudam a disfarçar, evite usar roupas com decotes grandes e em formato “V”, pois eles acentuam a diferença. Mas nunca esqueça de que o amor ao seu corpo, mesmo estando agora diferente, tem que ser mais importante do que a roupa que você veste. Ame-se sempre, quando você se amar a vergonha e o mau estar vão deixar de ser um problema quando alguém te olhar.

Referencial teórico:

PENTADO, Rubens, ASSIMETRIA MAMÁRIA: UM PROBLEMA QUE TEM SOLUÇÃO!.Site Sua Dieta. Disponível em: <http://www.suadieta.com.br/Materias/519/estilo–beleza/MAT_487> Acesso em: 15. mai. 2016

 

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